Typoman – uma aventura com as palavras

Games Publicado em 15/07/2016 por Lucas
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“Quando escrevo, liberto-me de tudo; minhas tristezas desaparecem, minha coragem renasce.”
Anne Frank

E aí pessoal, tudo certo?

O post de hoje é sobre um jogo diferente. Typoman é mistura dois gêneros: plataforma em 2D com Puzzle. A história se passa em um mundo surreal onde as palavras literalmente têm poder (perdão pelo trocadilho, haha). O herói da história se vê num mundo hostil e obscuro cercado de frases e palavras que precisam ser decifradas para que avance em sua jornada. A despeito de sua baixa estatura e fragilidade, ele tem o poder de interagir com letras dispostas pelos ambientes, a fim de manipulá-lo.

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O herói, ironicamente, anônimo, perpassa por cenários desolados de uma civilização, como cidades e fábricas em ruínas bem como uma realidade futurística, que são dominados por um demônio gigante que deseja destruir qualquer vestígio de esperança ou de coisas boas.
Por isso, ele coloca uma série de vassalos, bem como inúmeras armadilhas para impedir o progresso do nosso herói. Este, por sua vez não está sozinho, ele recebe uma ajuda do que parece ser uma sacerdotisa da luz, que o protege e dá apoio em algumas cenas decisivas, mas no geral, se joga sozinho. Em Typoman fica a ideia de que as palavras podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal. O jogo é em inglês. Nele, pode-se manipular as palavras visando ligar ou desligar plataformas (formando a palavra on), barreiras podem ser abaixadas (formando-se down), a água da chuva (rain) pode ser drenada liberando passagem (formando a palavra drain). Palavras “boas” como vida (life), bem (good), fé (faith) trazem proteção. Por sua vez, uma simples parte (part) do terreno pode se converter em uma armadilha (trap), assim como um inimigo pode transformar a palavra calor (heat) em ódio (hate), conjurando outro inimigo capaz de destruir o personagem principal.
Partindo-se para uma análise: posso dizer que Typoman é um jogo bastante inovador e desafiador. Não há um tutorial claro no início do jogo, mas aparentemente é algo intencional. O jogo, em suas telas, propõe enigmas graduais que vão familiarizando o jogador ao longo do tempo. Há o aprendizado, nem que seja pela tática de tentativa e erro, afinal não há um limite de vidas. Esse jogo de palavras é algo bastante interessante. As críticas que eu faria recaem mais sobre o tamanho e desenvolvimento da história.

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Typoman é bem pequeno. São 3 capítulos, que levam ao todo umas 4 horas para serem completados. Se o jogo fosse maior, talvez o desenvolvimento fosse menos abrupto… Quero dizer, dá a impressão de que falta algum desenvolvimento, pois se chega muito rapidamente ao boss final. Não há achievements, nem sidequests, para enrolar ou complementar a história. Fica aquele gostinho de quero mais. Eu acho que seria interessante ter tido mais capítulos, bem como explorar algo além do binarismo bem versus mal, amor versus ódio… Mas, no contexto do jogo, como o mundo está dominado pelas coisas “negativas” , é aceitável ter personagens que representam em essência o que é “bom”. O porquê de eu estar reclamando da extensão do jogo é basicamente por conta de seu preço: $13.99 (mas que de vez em quando se reduz, quando há promoções). Me parece muito para um jogo de apenas quatro horas, especialmente pra realidade brasileira. A título de comparação, um outro jogo indie, Shovel Knight, tem muuuito mais conteúdo (inclui basicamente dois jogos – Shovel Knight e Plague Knight) além de uma qualidade incrível; seu preço é $14.99 ou R$ 27,99 na Steam. É claro que desenvolvedoras indies precisam de um incentivo, mas acho que pesaram um pouco demais no preço ou de menos na extensão do jogo, ainda assim é uma experiência única. Para quem ficou curioso, é possível baixar uma demo gratuita na e-Shop da Nintendo. O jogo foi lançado em novembro do ano passado, com exclusividade para o Wii U em versão digital.

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Obrigado e até a próxima!

Lucas

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