Resenha | A Rainha Vermelha (#1)

Literatura Publicado em 24/04/2017 por Glizia
Sem Comentários

Num lugar onde a monarquia, além de dominar territórios, ainda possuem um sangue prateado, completamente diferente dos plebeus, uma revolução está prestes à acontecer.

Melhor. Livro. Eveeeeer! To apaixonada por todo o plot e plot twist. Já quero a continuação dessa história.

Uma publicação compartilhada por Glizia (@naishall) em

Livro no Skoob  ●ω● ★ ★ ★ ★ ★

Imagine que você vive em um mundo dividido entre aqueles que possuem sangue prateado, os que possuem poder para dominar os reinos, se tornando os nobres dessa sociedade, e aqueles que possuem sangue plebeu, que vivem apenas para que esses nobres possam viver uma vida regrada. Deu pra imaginar como que essa sociedade funciona, não é mesmo?

Mare Barrow é uma vermelha que não tem muita vontade de continuar servindo os prateados. Não porque não quer se tornar mais uma “escrava” deles, e sim por não se sentir parte daquela sociedade. Sua vida é precária, assim como a de sua família, que mal consegue se manter. Ela não consegue durar em algum emprego para ajudar seus pais a se manterem.

Seus irmãos foram lutar na guerra entre os prateados, e sua irmã é tecelã, mas Mare não consegue escolher em qual profissão desejaria continuar exercendo, deixando como uma alternativa para seu caso, servir no castelo como empregada.

Assim em uma grande reviravolta Mare consegue ir trabalhar no palácio como uma serviçal mas até esse serviço dura pouco.  Mas para entender esse segundo “plot twist” precisamos entender como essa sociedade funciona.

Ter sangue prateado não significa apenas ser um nobre e ter seus poderes por causa de sua nomeação. Significa literalmente ter poderes. Alguns prateados conseguem dominar elementos como fogo, água, outros conseguem transmutar elementos como o ferro, para criarem suas armas instantaneamente. Como se todo aquele lugar fosse uma grande Mansão Xavier para Mutantes. Isso significava ser um prateado. E por isso os prateados se casavam entre eles. Para que nunca um vermelho pudesse ter essa oportunidade.

Com tudo isso explicado, vamos ao que aconteceu: em um evento televisivo, Mare Barrow, uma vermelha, consegue desviar de alguns objetos que foram jogados, de uma arena, contra ela que estava na plateia, criando raios para isso. Toda a nobreza teve que inventar alguma história para que a população vermelha não imaginasse que existiam vermelhos com poderes vivendo entre eles. Dessa forma, Mare ganha título de princesa, e também já consegue um pretendente, assim como um reino para ela.

Ela se sente extremamente desconfortável vivendo nesse novo mundo, ao lado de príncipes e princesas. Algumas pessoas dentro do palácio não aceitam que existe uma nova princesa vivendo por ali, roubando todo o destaque do que seria a princesa favorita deles.

A Rainha Vermelha é uma ótima história, com vários plot-twists e questionamentos sobre a nossa sociedade que não muito pertinentes, tornando-se, para mim, uma das melhores distopias da atualidade. Ainda segue a linha de livros com protagonistas femininas que não querem desencadear alguma revolução, mas suas ações acabam que se voltando contra a “ditadura” que vivem.

Para ajudar, Mare conhecia um dos grupos que sempre fizera ataques terroristas no palácio, justamente como uma forma de tornar tudo aquilo que os prateados queriam em realidade.

Para quem sentia falta de ação em distopias com realeza, esse livro tem a dose certa. Existe um romance, mas também não é a melhor coisa do mundo, afinal, como diz a própria protagonista: “eu não sou de ninguém”.

Postagens relacionadas:

Uma morte súbita: The casual vacancy
A Elite- Kiera Cass
Por Tras do Choconatos -Leituras Fev e Mar 2014
Shada- A Aventura Perdida de Douglas Adams, Robert Gareth
O Futuro de Nós Dois - Jay Asher, Carolyn Mackler

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Facebook