Resenha: Cores de outono- Keila Gon

Literatura Publicado em 25/04/2013 por Glizia
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Cores de OutonoNome: Cores de outono (#1)

Autora: Keila Gon

Editora: Novo Século

Ano: 2012

Selo: Novos talentos da lietratura brasileira

Pág: 440

Sinopse: Eu sonhei? A nuvem de perfume amadeirado e cítrico que pairava ao meu redor garantia que não. Mas… estive com outro Vincent essa noite. Um Vincent que se importava. (…) Nunca sabia qual seria sua reação, sua personalidade arrogante estava esfarelando meu autocontrole, embora sua elegância e beleza genuína amolecessem meus ossos. Esse homem tinha sérios problemas de socialização, de humor, e ainda havia um espaço para um emaranhado de esquisitices emocionais imposspíveis de descrever. E, para piora essa loucura, não podia mais negar o fato de que estava, incompreeensivelmente, apaixonada por ele. (…) E o que mais me assutava… esse homem intimidador me atraía ao ponto de fazer uma revoada de borboletas rodopiarem em meu estômago até me deixar sem ar. Isso não era medo, muito menos era normal.

Olá Choconautas! Como vocês estão?

Hoje venho falar sobre o primeiro livro da série de Keila Gon, Cores do Outono. Indico para quem já leu e se apaixonou por Crepúsculo, e para as pessoas que adoram ler André Vianco. Mas também para todas as pessoas que vivem criticando a literatura brasileira por ser “apenas Machado de Assis”.

Além do mais, seria imperdoável perder as cores do outono. (pág. 196)

Melissa era filha de uma mulher que passou a vida fugindo da pequena e pacata cidade natal, pois a menina era filha de um homem que depois do dia que foi concebida, nunca mais apareceu. Sua história começa com ela aos vinte e um anos, voltando para Campo Alto, agora com uma irmãzinha, Alice, que tem uns seis ou sete anos, pois a mãe e o padrasto morreram.

A vida das meninas mudará completamente, primeiro porque estavam indo para uma ” Forks” sendo que moravam em São Paulo, e segundo que voltariam a morar com seu avô materno, George.

Mel chega à cidade querendo pegar não só a responsabilidade de se tornar a mãe de Alice, como também quer continuar ajudando o avô com seus negócios de família. Um dia, Melissa vê Vincent pela primeira vez, mas não recebeu a melhor recepção possível, mas ele também se mostra muito fechado e enigmático, ainda mais por morar na parte longínqua da montanha.

Ao que parece nos primeiros capítulos, é que a autora estava me apresentando uma história meio parecida com Crepúsculo, mas sem todo aquele “bem-me-quer, mal-me-quer” que tem no livro de Meyer e também por mostrar uma história assim acontecendo no Brasil, e não em alguma parte dos Estados Unidos, que foi uma das coisas que me chamou a atenção. Mas mesmo assim, algumas partes da narrativa parecem ser rápidas para chegar apenas em alguma parte onde Vincent é chato com Melissa, ou vice versa.

” Tenho que tomar a decisão mais difícil da minha vida. Preciso proteger o que mais amo da maneira que for possível, assumir minhas escolhas. É uma promessa e nunca irei quebra-la” (pág. 122)

Durante idas e vindas, Alice começa a demonstrar certa aptidão para falar com animais, mais do que o normal de uma criança, e já fica evidente que há magia nela, assim como quem é o ” Gigante que Brilha”. Mel não aceita nada disso, e briga com a irmã por ser muito fantasiosa, ignorando que o que Alice conta realmente aconteceu.

Melissa fica cada vez mais obsecada por Vincent e ignora Arthur, seu velho amigo e, para ele, amor de infância. Por mais que Arthur tente, nada tira Vincent da pequena cabeça de Melissa. Até que eles finalmente se conhecem.

E apesar dos pesares, eles ficam juntos. Os dois estavam apaixonados e Melissa ainda tem crises muito melodramáticas apenas por ver o rapaz com outra moça. Mas as coisas voltam a ficarem bem para o casal.

Melissa finalmente descobre a história de Vincent, que não é lá uma história muito boa, onde ele sempre foi o mocinho, e descobre também o porquê de Vincent ter sido tão ríspido com ela quando chegou na cidade. E quando as coisas finalmente vão bem e a pior coisa que está por vir é Vincent ser apresentado para o avô de Melissa como namorado, Alice desaparece.

É muito notável que se você leu Crepúsculo, espera que Sombras da Primavera te lembre de Lua Nova. Cores de Outono me lembrou em quase todos os aspectos Crepusculo, tirando que eu não espero nada além do que já vi de Arthur.

Comecei a ver Mel como a Kirsten, pois não imaginei uma mulher bonita o suficiente para ser tão cobiçada assim na cidade pequena onde todos os casais – que nem namoraram ainda- já foram formados. Mas chega de comparar com Crepúsculo.

Keila escreve muito bem. Apesar de certas coisas terem ficado muito mais na cara do que o normal, é uma escrita leve, detalhada nos pontos mais importantes e não tem seus revira voltas de perder o fôlego. Mas, como já disse anteriormente, é um dos livros que mais gostei de ler por se tratar de um autor brasileiro pensando em histórias mágicas aqui no país, e não pelo mundo afora.

E apesar de tudo o que eu disse, parecendo que só estou falando negativamente do livro, eu passei por minhas reviravoltas pessoais, receosa, depois amando, devorando o livro, e então finalmente ficando um pouco triste do jeito como as coisas fluíram esperei um pouco mais do que aconteceu ao longo da história. Então se você internauta leu até aqui pensando que eu irei dizer “não recomendo o livro”, ficou muito enganado.

Como Alice estava, se a encontraram mesmo e como termina o primeiro livro da série de Keila Gon eu deixo pra vocês, Choconautas, descobrirem!

Até a próxima!

Obs: os links colocados lá em cima são o livro no Skoob, o site da autora, o site da editora e a página que explica o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira, da editora Novo Século.

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