Recomenda | Stranger Things

Cinema Publicado em 21/07/2016 por Glizia
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Que nós já sabemos que Stranger Things é um seriado muito bom, já sabemos. Só ver o tanto de posts em todas as redes sociais as pessoas fizeram falando sobre essa série. O hype tá muito lá no alto, o que significa que nos próximos dias aparecerão as pessoas que foram assistir o seriado por recomendação dessa enxurrada de comentários e vai começar a falar que não é tão bom assim. Como sempre acontece com os seriados que estão saindo.

Mas veja bem, quando eu vi o trailer de Stranger Things eu não dei muita bola, mesmo já sabendo que tinha a Winona Ryder, uma das minhas atrizes favoritas. Achei que seria algo no estilo Arquivo X, com aliens, conspiração com Área 51, uma pegada que eu sinto falta de encontrar nos seriados de ficção científica que ando assistindo. Então quando parei para ver o primeiro episódio, eu me apaixonei.

O caso é que Stranger Things parece o tipo de série feita para me agradar. E não falo isso pelo tema, mas porque faz muito tempo que não vejo uma série que aborda os assuntos que eu mais gosto de ficar lendo. Sem contar todo o clima que é criado na série, que não fica um suspense beirando o terror, com monstros atrás de nós, medo de piscar, olhar para trás ou apagar as luzes. Mas é aquele medo conspiracionista.

Nós acompanhamos a pacata vida dos moradores de Hawkins, uma cidade bem do interior dos Estados Unidos, e tudo começa quando um menino desaparece e seus amigos começam a procurar por ele sozinho. Enquanto isso, obviamente que a polícia também começa a procurar por pistas sobre o desaparecimento do garoto.

Até aí não há nada de novo sob o sol, mas o interessante da série é a atmosfera criada pelo próprio roteiro de que todo o desaparecimento faz parte de uma grande conspiração governamental que os civis não podem ficar sabendo. Como a Área 51, que algumas pessoas falam que o Brasil vendeu o et de Varginha para lá e em troca tivemos Marcos Pontes viajando para o espaço.

Sem contar que a história toda se passa na década de 80, e devo dizer que toda a produção criada para que os personagens tivessem as roupas, os penteados, usassem as gírias, todos os elementos que estamos acostumados a ver em filmes de SciFi dos anos 80 estão ali, todos muito bem colocados. A caracterização dos personagens ficou acima do normal, digna de comentários extremamente positivos.

O que mais gostei nos oito episódios que a série possui foi justamente esse mistério construído em volta de conspirações. Não sei vocês, mas fazia muito tempo que essa temática não aparecia para mim. Misturado com o toque do sobrenatural e sobre ciência fez com que a fórmula para os episódios ficasse muito boa.

Os personagens são muito cativantes, mesmo aqueles mais desnecessários para a trama. Nós gostamos de acompanhar o que está acontecendo com eles, mesmo que isso signifique sentir que estamos vendo três seriados diferentes, mas com esse universo em comum.

O único ponto negativo de toda trama foi seu desenrolar, que foi demorado. Mesmo sendo um seriado muito mais curto do que o normal,  toda a história levou quase quatro episódios para começar a desenrolar. Se fosse um seriado grande, como Supernatural, por exemplo, eu até entenderia. Mas se tratando de oito episódios, o começo poderia ser um pouco mais rápido.

Não assista essa série esperando respostas. Não veja essa série como nós vemos todas as outras produções da Netflix. Stranger Things tem uma pegada um pouco diferente do que estamos acostumados a consumir nessa plataforma.

Agora vamos falar um pouco sobre a atuação, começando pelas crianças. Sério, olha essas crianças.

Fazia muito tempo que eu não ficava tão feliz em encontrar atores mirins como esses. Todos os três meninos são incríveis, mas claro que a nossa atenção vai de cara para a Millie Bobby Brown, a Eleven/ Onze. Sério, que menina maravilhosa é essa que encontraram para fazer essa personagem.

Sem contar que a Winona Ryder rouba praticamente todas as cenas em que ela aparece, em especial para as cenas dentro de sua casa com as luzes de natal. Gente, eu me arrepiei com aquelas luzes, e a Winona segurando as luzes, olha foi uma cena maravilhosa, digna de destaque.

Como falei, senti que eu acompanhei uma campanha de mais ou menos oito horas de um jogo de suspense não muito pretensioso, que não quer te prender pelo medo ou pelo jumpscare, mas pela curiosidade de descobrirmos o que está acontecendo de verdade ali.

No fim, estou muito animada para a segunda temporada da série. Quero muito ver qual será a próxima trama que criarão em cima dos acontecimentos em Hawkins, o que acontecerá com alguns personagens em específico e quero um funeral decente para alguns personagens.

 

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