O Doador de Memórias, Lois Lowry

Literatura Publicado em 12/12/2014 por Glizia
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Olá pessoas, e hoje eu dou início a minha maratona de resenhas no Choconatos que irão dos dias 10 ao 14 de dezembro, só para dar aquela animada para começarmos a falar sobre o nata. e também porque estou muito atrasada em relação às resenhas publicadas no site, que foram poucas esse ano, e estão acumulando.  Bem, durante esses dias eu postarei uma resenha no site, sobre os livros que mais quero conversar com vocês. E é claro que eu preciso conversar sobre O Doador de Memórias.

Jonas é um menino que está para completar seus 12 anos e em seu “aniversário” será descoberta qual será sua profissão até se tornar idoso e ter que se retirar para a Casa dos Idosos. Ele tem muito receio sobre a profissão que lhe será atribuída, pois não se sente apto para realizar nenhuma das funções que vê pela comunidade onde mora: Althures.

Ele possui uma unidade familiar. Sua mãe e seu pai não são seus pais biológicos, e não faz sentido algum procurá-los ou simplesmente se importar com quem são. O importante é que você passou numa escolha quando nasceu e uma unidade familiar escolhida pelos Anciãos escolheu sua família. Até mesmo sua irmã mais nova não divide DNA com ele. E é possível encontrar um irmão biológico por Althures, mas não é algo tão grande assim.

É chegado o dia da cerimônia que vai entregar os bebês para suas novas famílias, as crianças farão um ano a mais de vida, o que significa deixar algo para trás, ou ganhar algo novo, assim como a sua forma de se vestir muda. Os doze, em especial, recebem ou são escolhidos para começar a aprender suas profissões, sendo a última e mais especial cerimônia.

Jonas é pulado e deixado para o final, pois sua profissão é a mais peculiar de todas as que somos apresentadas. Até entre a sociedade é difícil imaginar o que Jonas pode fazer e porque foi deixado por último. Ele foi escolhido para receber as memórias de um doador, e essa profissão só é trocada quando o portador das memórias está velho.

O menino começa a receber memórias muito antigas, de antes dos humanos terem escolhidos a mesmice, quando tudo era colorido e as pessoas não precisavam ser iguais a todas as outras. Até o clima era dominado, para que sempre estivesse no tempo perfeito para a colheita. Ou seja, eles não conheciam a mudança de temperaturas ou estações, e essa foi uma grande surpresa para Jonas.

Vamos acompanhando todo o tratamento do rapaz, que vai ficando cada vez mais intenso conforme o tempo passa, e Jonas começa a se perguntar se viver aquela utopia seria mesmo uma coisa boa. Ele experimentou tantos sentimentos que nunca tinha sentido antes, e começa a se fazer perguntas essenciais como ” as pessoas devem mesmo fazer suas próprias escolhas?”.

Em uma dessas discussões sobre o que foi necessário mudar para chegar naquilo que eles eram, o doador conta a sua história com Rosemary, uma menina que tentou aprender com ele dez anos antes de Jonas. Com essa discussão, eles começaram a criar um plano para que as memórias fossem devolvidas para todos da sociedade.

Por que eu recomendo o livro: Bem, eu adorei a temática que foge da distopia para uma utopia que parece distópica. Complicado, mas é muito legal. Eu achei que a autora podia ter desenrolado mais a história, nos contando sobre mais detalhes da experiência de Jonas, mas isso não deixa o livro ruim. O livro é excelente e virou minha recomendação desde que li a última página dele. Você vai devorando por causa da escrita de Lowry, e quando termina te deixa com um gostinho de quero mais.

O Doador de Memórias é o primeiro da quadrilogia O Doador e está sendo relançada pela editora Arqueiro, escrita por Lois Lowry. O segundo livro da série foi publicado em Novembro de 2014 com o nome A Escolhida.

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