Mais uma vez Cores de Outono !

Literatura Publicado em 17/09/2013 por Glizia
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Olá Choconautas! Como vocês estão?

Hoje venho falar sobre o primeiro livro da série de Keila Gon, Cores do Outono. Indico para quem já leu e se apaixonou por Crepúsculo, e para as pessoas que adoram ler André Vianco. Mas também para todas as pessoas que vivem criticando a literatura brasileira por ser “apenas Machado de Assis”, ou que os clássicos deveriam ser lidos. Quer uma autora brasileira para ler? Leia esse livro de Keila Gon.

Cores de Outono

Além do mais, seria imperdoável perder as cores do outono. (pág. 196)

Melissa era filha de uma mulher que passou a vida fugindo da pequena e pacata cidade natal, pois a menina era filha de um homem que depois do dia que foi concebida, nunca mais apareceu. Sua história começa com ela aos vinte e um anos, voltando para Campo Alto, agora com uma irmãzinha, Alice, que tem uns seis ou sete anos, pois a mãe e o padrasto morreram.

Mel chega à cidade querendo pegar não só a responsabilidade de se tornar a mãe de Alice, como também quer continuar ajudando o avô com seus negócios de família. Um dia, Melissa vê Vincent pela primeira vez, mas não recebeu a melhor recepção possível, mas ele também se mostra muito fechado e enigmático, ainda mais por morar na parte longínqua da montanha.

Os personagens são apresentados de forma rápida, mas sem perder o conteúdo, sem ir tão rápido deixando de colocar os pingos nos is. É uma história que mesmo com seus dramas melosos ( sim, eu chamo toda a insegurança de Melissa de dramas melosos pois tiveram horas que eu não aguentava tanto drama, porém isso apenas melhorou o livro) possui muita, mas muita ação. E o melhor de tudo, é uma história que se passa aqui no Brasil! Ou seja, tem tudo para chamar minha atenção.

” Tenho que tomar a decisão mais difícil da minha vida. Preciso proteger o que mais amo da maneira que for possível, assumir minhas escolhas. É uma promessa e nunca irei quebra-la” (pág. 122)

Durante idas e vindas, Alice começa a demonstrar certa aptidão para falar com animais, mais do que o normal de uma criança, e já fica evidente que há magia nela, assim como quem é o ” Gigante que Brilha”. Mel não aceita nada disso, e briga com a irmã por ser muito fantasiosa, ignorando que o que Alice conta realmente aconteceu.

Melissa fica cada vez mais obcecada por Vincent e ignora Arthur, seu velho amigo e, para ele, amor de infância. Por mais que Arthur tente, nada tira Vincent da pequena cabeça de Melissa. Até que eles finalmente se conhecem.

E apesar dos pesares, eles ficam juntos. Os dois estavam apaixonados e Melissa ainda tem crises muito melodramáticas apenas por ver o rapaz com outra moça. Mas as coisas voltam a ficarem bem para o casal.

Melissa finalmente descobre a história de Vincent, que não é lá uma história muito boa, onde ele sempre foi o mocinho, e descobre também o porquê de Vincent ter sido tão ríspido com ela quando chegou na cidade. E quando as coisas finalmente vão bem e a pior coisa que está por vir é Vincent ser apresentado para o avô de Melissa como namorado, Alice desaparece.

Comecei a ver Mel de forma diferente, hora como a própria Keila na foto do livro , hora como uma jovem muito sensual. E espero MUITA coisa vinda de Arthur. Afinal, é óbvio que virá uma história entre ele e ela, e eu quero muito ver como será!

Keila escreve muito bem. Apesar de certas coisas terem ficado muito mais na cara do que o normal, é uma escrita leve, detalhada nos pontos mais importantes e não tem seus revira voltas de perder o fôlego. Mas, como já disse anteriormente, é um dos livros que mais gostei de ler por se tratar de um autor brasileiro pensando em histórias mágicas aqui no país, e não pelo mundo afora.

E apesar de tudo o que eu disse, parecendo que só estou falando negativamente do livro, eu passei por minhas reviravoltas pessoais, receosa, depois amando, devorando o livro, e então finalmente ficando um pouco triste do jeito como as coisas fluíram esperei um pouco mais do que aconteceu ao longo da história. Então se você internauta leu até aqui pensando que eu irei dizer “não recomendo o livro”, ficou muito enganado.

Eu recomendo, muito mesmo, principalmente por ser uma história brasileira. Não tenha preconceitos apenas pelo livro ser brasileiro ( fui fazer meu merchan para minhas amigas e algumas ficaram receosas pois era escrito por uma brasileira! ). A escrita da Keila Gon é única, e mesmo tendo comparado MUITO com Crepúsculo, me propus a reler o livro ( e assim, chegaremos a parte “nova” desse texto).

Como Alice estava, se a encontraram mesmo e como termina o primeiro livro da série de Keila Gon eu deixo pra vocês, Choconautas, descobrirem!

Até a próxima!

~~ 16/09/2013

A próxima voltou no mesmo ano!

Pois bem Choconautas, sabe quando você escreve um texto e cai na bobagem de publicá-lo sem pensar muito bem no que escreveu, mas apenas no momento em que escreveu? Foi o que aconteceu com a resenha de Cores do Outono.

Obviamente não excluirei o original, porém esse texto é minha reescrita do de 14/04/2013.

Passei horas e horas, dias e meses ( pois aqui estou cinco meses depois escrevendo novamente) pensando sobre o que eu falei do livro e resolvi fazer sua reescrita hoje.

Mas por que hoje? você me pergunta.

Simplesmente porque criei vergonha na cara. Pois passar cinco meses pensando nisso foi muito tempo! E juntando com o fato de que queria escrever sobre a Keila Gon, que eu pude conversar com ela ontem, o que me deixou com grandes esperanças sobre algumas coisas que venho pensando na minha vida. Tá, divaguei muito aqui, mas juro que estou parando! 

 

E por que falar novamente?

Eu me sinto na obrigação de falar que estou muito ansiosa pelo Sombras da Primavera ( segundo livro da trilogia), e estou babando pelo meu livro ( e marcadores de página autografados!) aqui com a dedicatória.

Agora é só esperar pelo segundo livro.

E eu queria tanto que fosse logo.

Provavelmente terei uma novidade para quem é fã de carteirinha! Porém apenas mais para frente!

Dessa vez é certo!

Até o Sombras da Primavera!

 

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