Fahrenheit 451, Ray Bradbury

Literatura Publicado em 17/07/2015 por Glizia
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Ray Bradbury é conhecido como o autor de uma das maiores obras distópicas, mas além disso, seu foco como autor e como contista sempre foi a mistura de suspense, terror e ficção científica. Obras como Cronicas Marcianas, Uma Sombra que passou por aqui, Death is a Lonely Business, correm pelas mãos de leitores ávidos por mais conteúdo produzido por Bradbury. Mas seu maior sucesso é Fahrenheit 451.

Talvez esse livro possa se tornar nosso futuro daqui alguns anos. Talvez esse livro tenha criado outras utopias, e será que não conseguiremos falar com eles com propriedade? Eu já relacionei esse livro com, pelo menos, mais três distopias atuais e também já criei ligações com vários outros. Mas isso não importa, vamos falar primeiro sobre o livro.

Acompanhamos a história de Guy Montag, que trabalha com o mais incrível dos trabalhos da época, um bombeiro, e um dia começa a duvidar de suas ações e das ações da sociedade. Agora bombeiros ateiam fogo em livros, já que não existe mais motivo para alguma casa pegar fogo do nada, como acontece atualmente. É estritamente proibido ler livros e possuí-los, e você pode escolher entre ser preso ou queimar junto com seus livros. Porém, no dia em que Guy  conversa com sua vizinha de dezesseis anos, começa a se perguntar porque a conduta dos bombeiros era essa, e o que havia de tão perigoso em possuir um livro.

O que mais deixa esse livro apaixonante é a forma como somos apresentados para seu mundo, de pouco em pouco, conhecendo o seu trabalho, suas regras e os modus operandis da sociedade, o que ela condena, o que ela deseja.

Vamos conhecendo Guy e as pessoas ao seu redor, o que elas pensam sobre ler e sobre o trabalho do bombeiro. E tudo isso é uma crítica velha, afinal o livro é de 1953, mas continua sendo válida para os dias atuais, sobre as formas de entretenimento que usamos e como a sociedade lida com algo como a televisão, vídeo games e a comunicação.

Bradbury discute a cultura de massas e como uma obra pode continuar viva, mesmo após tanto tempo de publicação, quando possuímos uma cultura tão midiática. Como é sofrido existir uma sociedade que assiste televisão mas nem deseja abrir um livro. O que seria da nossa sociedade se não pudéssemos mais ler e observar o mundo ao nosso redor.

O autor também discute um pouco sobre como as maiorias conseguem oprimir minorias e dominá-las, e quais são os motivos e suas consequências por isso existir. É um ótimo tópico que vivenciamos nas redes sociais atualmente. Várias das reclamações que mais leio são sobre lutas de pessoas oprimidas por alguma maioria, e normalmente, essa mesma maioria diz que isso não existe.

O livro é dividido em três partes, sendo que a última deixa em aberto algo que me fez pensar que Lois Lowry provavelmente desenvolveu a sociedade que Bradbury criou, porém uns cem ou duzentos anos depois, com O Doador de Memórias.

Acredito que esse livro deveria ser lido por todo mundo, de quem ama ler até aquele que não quer nem abrir um livro, pelas críticas que abrangem a todos: nós, que lemos muito, que produzimos conteúdo, e aqueles que não veem graça em ler, porém passam o dia na frente do computador, seja em uma rede social, seja fazendo qualquer outra coisa.

Pode ser que, futuramente, nossa sociedade acabe se tornando algo parecido como o que é no livro, e que, num futuro ainda mais distante, isso vire um O Doador.

Por fim, Fahrenheit 451 é a minha melhor leitura não só de 2015, mas também da minha vida. Ele aborda assuntos que deveriam ser conversados nas escolas, hoje em dia. Virou uma das minhas maiores recomendações de leitura.

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