Como funciona: O Prêmio Pulitzer

Literatura Publicado em 12/11/2015 por Glizia
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Já parou para pensar o que significa que um livro ganhou um prêmio? Claro que não estou colocando em xeque a magnitude da obra, mas sim quais foram os quesitos necessários para ganhar. O que esse prêmio procura em obras? Como funciona a seleção? Bem, hoje vamos começar por um dos mais conhecidos: O Prêmio Pulitzer.

Vencedor do prêmio em 2015

Vencedor do prêmio em 2015

Eu mesma sempre quis entender como ele funcionava, e após comprar Toda Luz que Não Podemos Ver,  o vencedor na categoria romance do ano de 2015, eu fiquei curiosa, e resolvi fazer esse pequeno post explicando como funciona esse prêmio.

Joseph Pulitzer destacou-se como e encarnação do jornalismo. Ele era o mais hábil dos editores de jornais, um exímio paladino contra o governo desonesto, que não usava o sensacionalismo para vender mais e era um visionário.

Ao escrever os seus desejos em 1904, Joseph previa o estabelecimento dos prêmios Pulitzer como um incentivo à excelência, especificando apenas quatro prêmios de jornalismo, quatro em letras e teatro, um para a educação e quatro bolsas de estudo. Mas ele também previu grandes mudanças no sistema de prêmios, delegando para o conselho  “o poder a seu critério para suspender ou mudar todo o assunto ou assuntos, substituindo, no entanto, outros em seus lugares, se no julgamento do tal suspensão bordo, alterações ou substituições devem ser propício para o bem público ou tornado aconselhável por necessidades públicas, ou em razão da mudança de tempo. ” Ele também autorizou o conselho a reter qualquer prêmio em que as entradas caíram abaixo de seus padrões de excelência. A atribuição de poderes ao conselho era tal que ele também poderia ignorar as recomendações de sentenças proferidas pelos júris posteriormente criados em cada uma das categorias.

 

O vencedor do prêmio em 2014

Primeiramente, o prêmio Pulitzer foi criado na Universidade de Columba, nos Estados Unidos, depois que Joseph Pulitzer, a altura de sua morte, deixou um pouco de seu dinheiro para a faculdade, e é um prêmio delegado a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical.

Desde 1917 acontece os prêmios que são divididos em vinte e uma categorias. Em vinte delas, os vencedores recebem um prêmio de dez mil dólares em dinheiro e um certificado. Já o vencedor na categoria Serviço Público ganha uma medalha de ouro, principalmente por ser dado a um jornal, e não a um único indivíduo.

Aqui no Brasil nós temos o Prêmio Esso, que é bastante similar.

Vencedor do prêmio em 2013

Em 2016 será comemorado os cem anos da existência do prêmio, e já estão organizando um projeto para engajar quem irá participar da premiação.  De acordo com o artigo do site :

O projeto, chamado de Pulitzer Prize Centennial Campfires Initiative, irá gerar eventos e conversas de base em todo o país durante todo o ano de  2016 sobre o impacto do jornalismo e ciências humanas em nossas vidas e tempos, iluminando o seu valor para a vida pública hoje e imaginando seu futuro.

Será um ano inteiro de discussão sobre o assunto, veiculado por vários canais de notícias, não só jornais impressos, com o objetivo de querer tornar a centésima nomeação algo memorável para aqueles que participam desse meio. Servirá como uma forma de criar um vínculo ainda maior com tudo aquilo que será produzido durante o ano, até chegar nos grandes vencedores.

Para acompanhar as discussões é só ficar de olho no site do Prêmio Pulitzer.

 

Os Vencedores de 2015:

  • Reportagem Investigativa: Eric Lipton, The New York Times, e equipe do The Wall Street Journal
  • Reportagem Explicativa: Zachary R. Mider, Bloomberg News
  • Reportagem Local: Rob Kuzina, Rebecca Kimitch e Frank Suraci, Daily Breeze, Torrance, Califórnia
  • Reportagem Nacional: Carol D. Leonning, The Washington Post
  • Melhor Crônica: Diana Marcum, Los Angeles Times
  • Comentário: Lisa Falkenberg, Houston Chronicle
  • Melhor Crítica: Mary McNamara, Los Angeles Times
  • Escrita Editorial: Kathleen Kingsbury, The Boston Globe
  • Charge: Adam Zyglis, The Buffalo News
  • Furo de Reportagem Fotográfica: Equipe de fotografica do St. Louis Post-Dispatch
  • Fotografia Não-Factual: Daniel Berehulak, freelancer, The New York Times
  • Melhor Ficção: All the Light We Cannot See, de Anthony Doerr
  • Teatro: Between Riverside and Crazy, de Stephen Adly Guirgis
  • História: Encounters at the Heart of the World: A History of the Mandan People, de Elizabeth A. Fenn
  • The Pope and Mussolini: The Secret History of Pius XI and the Rise of Facism in Europe, de David I. Kertzer
  • Poesia: Digest, de Gregory Pardlo
  • Não-Ficção: The Sixth Extinction: An Unnatural History, de Elizabeth Kolbert
  • Música: Anthracite Fields, de Julia Wolfe

 

Um agradecimento especial à Nelly Amparo, que simplesmente revisou o post inteiro, me dando dicas do que eu poderia melhorar e deixar mais claro para você, que acabou de ler.

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