Cidades de Papel | Filme

Cinema Publicado em 11/07/2015 por Glizia
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  Título: Cidades de Papel
  Título Original: Paper Towns
  Diretor: Jake Schreier
  Data de Lançamento: 9 de julho de 2015
  Idioma Original: Inglês
  Duração: 109 minutos
  Classificação Indicativa: Inadequado para menores de 12 anos
  Nota IMDB: 7,5/10
  Nota Filmow: 3,8/5,0

O filme estreou nessa quinta feira (09/07) e logo na estreia eu já percebi muitas coisas: As pessoas não estão sabendo lidar com o boom da literatura jovem adulta. O que teve de pessoas acima dos quarenta anos dizendo que se espantaram porque o filme tratou de forma leve o seu tema, me fez parar para pensar sobre como será que os adultos veem as histórias que para nós, adolescentes e jovens, fazem tanto sentido.

Vamos relembrar a história. Q. é um menino normal, que vive a sua vida normal, no seu mundinho, com seus amigos  Ben e Radar. Eles discutem sobre coisas que qualquer jovem discute, até sobre relacionamentos, que dá um tom mais fofo, ao meu ver para a história. Q, ou melhor, Quentin, é apaixonado por Margo, uma menina enigmática que faz parte de uma outra turminha do colégio. Até que, ao entrarem na reta final do ensino médio, Margo aparece de noite em sua casa com uma missão. E depois disso some.

Acompanhamos Quentin, um talvez stalker em formação, procurando por pistas sobre onde Margo está, e começa a criar a ideia de que ela deixou essas pistas para ele encontrá-la. E quando encontrassem, eles ficariam juntos sendo um casal feliz.

O filme é incrivelmente bom. Confesso que não sou muito fã do livro, mas sempre adorei o Q. “fazendo um papel de trouxa” procurando alguém que não quer ser procurado. E assistindo ao filme percebi que a mensagem que Green quer passar com o livro é bem clara: não se projete em outra pessoa, ou deixe de seguir seus sonhos por ela. E também, uma coisa que já aprendemos em 500 dias com ela: talvez vocês não fiquem juntos. E nem precisem ficar juntos.

Nat Wolf fez um papel incrível como Quentin, mas acho que grande parte da atuação deve-se ao fato de que Nat já fez um personagem que era um Quentin pequeno, em The Naked Brothers Band. Mas se você não estava apaixonada por ele, nas telinhas você vai ficar apaixonadinha com o carisma que Nat passa com o personagem.

* Uma pequena pausa para dizer que existe uma cena muito específica que eu ADOREI, que me fez perceber como os três meninos foram bem escolhidos para o seus personagens.*

Mas, ao contrário do que eu li de críticas, eu acredito que Cara Delevigne foi uma boa Margo, que é uma personagem, que ao meu ver, é muito sem sal. Talvez por já ser um ícone na indústria, as expectativas eram que Cara desenvolvesse algo a mais, porém, do jeito que ficou no filme para mim já foi ótimo.

Essa adaptação já não foi tão fiel ao livro, como vimos acontecer em A Culpa é das Estrelas, mas ainda bem que não, ficou muito mais fluida a história, mais apaixonante e mais empolgante. Alguns cortes foram necessários, mas algumas coisas foram deixadas no ar, principalmente se você já leu o livro e a história estiver fresca em sua memória.

E se eu recomendo? Recomendo mais Cidades de Papel do que A Culpa é das Estrelas como filme, e se eu pudesse selecionar um favorito para esse ano, com certeza seria Cidades de Papel.

Ps: Eu queria muito que na trilha sonora tivesse alguma música cantada pelo Nat e pelo Alex. Por motivos muito óbvios.

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